terça-feira, 26 de julho de 2011

LIXO HOSPITALAR

Processo de identificação e separação dos resíduos de serviço de saúde são indispensáveis para a eficácia do tratamento no aterro sanitário
Identificar, classificar e separar resíduos hospitalares são funções dos próprios geradores, sejam estes farmácias, laboratórios, hospitais, clínicas médicas ou odontológicos, desde 2004, quando publicada a norma 307, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Além da separação do material por grupo; se cortante, radioativo ou reciclável; as empresas devem se preocupar com o encaminhamento e tratamento dos resíduos, a fim de que, uma vez descartados, não ofereçam riscos à saúde pública.
Os cuidados com o popular lixo hospitalar é uma das maiores preocupação dentro do grupo Laboratório Médico Santa Luzia, que possui 40 postos de coleta, 11 hospitais e clínicas, além de um quadro de 600 colaboradores. Há dois anos, o trabalho ganhou ainda mais atenção, com a implantação do Plano de Gerenciamento de Resíduos do Serviço de Saúde. Capacitar os colaboradores constantemente, para que os cuidados sejam respeitados durante a separação e acondicionamento do lixo, é atribuído ao profissional de segurança do trabalho.
“Separamos tudo em tudo em dois tipos de embalagem, branca e vermelha. Assim, quem coleta tem como saber o que é material cortante e o que precisa ser esterilizado, por exemplo”, explica a bioquímica, Magali Rodrigues Pereira. Ela destaca que os resíduos descartados do setor de microbiologia são autoclavados no local, antes de serem encaminhados ao aterro sanitário. “Esses materiais tem grande potencial infectante, por isso são esterilizados aqui também, para que sejam eliminadas as bactérias dos restos de coleta”, esclarece.
Investimento que vale a pena
A bioquímica Magali observa que os cuidados com o lixo hospitalar oferecem benefícios não só ao meio ambiente e à população, mas também tem papel fundamental na prevenção de doenças ocupacionais. “É um investimento que vale a pena. Prezamos a excelência na qualidade dos nossos serviços em todos os setores e na saúde dos funcionários”, destaca. Ela avalia que o grupo gasta cerca de R$ 7 mil mensal, para terceirizar a coleta dos resíduos em saúde, feita diariamente em toda a rede.
Na Grande Florianópolis, a Proactiva Meio Ambiente, que administra o PGR (Parque de Gerenciamento de Resíduos) em Biguaçu, é a responsável pela coleta, transporte e tratamento dos resíduos de serviço de saúde gerados na maioria da região. Uma vez coletado, o lixo aguarda a passagem pela máquina de autoclave em uma câmera refrigerada. No processo de esterilização, o material é elevado a uma temperatura de 150 graus, a uma pressão de quatro quilos. O processo dura em média 50 minutos.
Acompanhamento do processo
Para garantir a eficácia da esterilização dos resíduos hospitalares, semanalmente a responsável pela autoclave da Proactiva Meio Ambiente, Salete Sônia Vicente, faz um controle de amostragem, cujo relatório é encaminhado à Fatma (Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina). “Usamos uma ampola dentro da máquina, que depois é analisada em uma incubadora, que acusa se houver bactérias vivas após a autoclavagem. Isso nunca ocorreu, pois fazemos manutenções periódicas na máquina”, explica a enfermeira.
A engenheira sanitarista da empresa franco-espanhola, Fernanda Vanhomi, destaca os últimos cuidados do processo de tratamento dos resíduos, antes de serem levados ao aterro. “Na Central de Tratamento de Resíduos de Saúde temos um sistema de filtros, que evitam a emissão desses gases, oriundos do processo de esterilização”, explica. Na Proactiva são esterilizados cerca de 1.200 quilos de lixo hospitalar por dia. O processo elimina a sobrevivência de qualquer bactéria ou vírus, como a hepatite, o mais potente e que não resiste a temperaturas acima de 130 graus.

(Por Carol Ramos, ND, 26/07/2011)

Segurança do Paciente

Segurança do paciente no Brasil, privilégio dos hospitais privados?

21 de julho de 2011 14:06
 
Quando refletimos sobre a segurança do paciente estamos obrigatoriamente abordando o tema da organização dos serviços, de protocolos de atendimento assistencial, da implantação de barreiras para evitar o erro, da incorporação rotineira de treinamentos, de auditorias para verificação da aderência e do cumprimento dos procedimentos de segurança, de número adequado de profissionais e do seu tempo dedicado a cada paciente, na redução do estresse e da fadiga, na constante avaliação do desempenho da liderança e dos profissionais, num ambiente seguro, ou seja, de um investimento na cultura de segurança e nos seus processos.
Esse investimento seja em horas homem treinamento, número adequado de profissionais, horas homem dedicadas às revisões de processos, assim como todos os demais citados anteriormente, pode ser medido em recursos financeiros gastos para que o paciente tenha maior segurança. Ou seja, o hospital que investe na segurança do paciente, obrigatoriamente terá um custo maior nesses itens do que aquele que não o faz.
Pode-se aventar a hipótese de que haja uma compensação desse custo maior com a segurança do paciente pela redução de custos com infecções hospitalares, ocorrência de quedas, cirurgias erradas, complicações previníveis, óbitos e todas as conseqüências da falta de segurança. Entretanto essa possível redução de custos somente se tornará realidade a partir de um investimento inicial e constante nos processos de segurança do paciente.
Ao analisarmos o amplo espectro dos hospitais no Brasil encontramos realidades muito diversas, mas possível de segmentar quanto ao investimento na segurança do paciente.
Os hospitais que participam dos processos de acreditação de qualidade sejam eles Organização Nacional de Acreditação (ONA), Joint Commission International ou Acreditação Canadense, que hoje representam cerca de duzentas instituições hospitalares num universo de mais de sete mil em todo o país, apresentam evidencias de que realizam algum investimento na segurança do paciente.
Esse pequeno grupo é composto na sua maioria por hospitais privados que prestam serviços quase que exclusivamente a clientes particulares ou portadores de planos de saúde e por um número menor de hospitais públicos vinculados ou geridos por fundações privadas ou organizações sociais que atendem a pacientes do SUS.
Além da evidência dada pelos processos de acreditação da qualidade, não existe no Brasil nenhum outro indicador público de que há investimento na segurança do paciente por parte dos hospitais, diferentemente do que ocorre nos países desenvolvidos, onde indicadores da qualidade hospitalar divulgados publicamente permitem comparar o desempenho de cada instituição.
Assim, respondendo a pergunta feita no título deste post: sabemos muito pouco ou quase nada sobre a segurança do paciente nos hospitais brasileiros. Dos poucos hospitais com evidências de manter programas e investimento nessa área, a grande maioria é privada, voltada para o mercado também privado. Há um pequeno grupo de hospitais públicos, geridos por fundações ou por organizações sociais que atendem a pacientes do SUS com evidências de manter programas relacionados à segurança do paciente. Quanto ao restante do universo dos mais de sete mil hospitais brasileiros, não há informações disponíveis.

Sequestro em São Gonçalo

Mulher sequestra criança dentro de hospital em São Gonçalo

Ela se identificou como pediatra e saiu com a recém-nascida em uma bolsa

POR RICARDO ALBUQUERQUE
Rio - Uma mulher vestida com jaleco branco e um estetoscópio rosa em torno do pescoço roubou na tarde desta sexta-feira a recém-nascida Ayanna Milla Barbosa de Moraes dos braços da mãe, dentro da Casa de Saúde São José, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio. Os pais reconheceram a suspeita através das imagens do circuito interno de segurança, que flagraram a suspeita à espera do elevador, carregando uma bolsa onde poderia estar a criança.
Policiais da 72ª DP (São Gonçalo) suspeitam que outra pessoa tenha dado cobertura ao sequestro. A mulher de cor parda, cabelo encaracolado e um sinal no rosto perto do nariz entrou no quarto 302  por volta das 17h, dizendo que a criança precisava fazer os exames do pezinho, do olhinho e da orelhinha. "Ela entrou dizendo que era pediatra, auscultou a criança e saiu do quarto. Em segundos, ela voltou dizendo que a enfermeira estava ocupada e que ela mesma iria levar a nossa filhinha para fazer os exames. Nós acreditamos", lamentou o auxiliar de produção Joffree Lazarius de Moraes, 27 anos, pai do bebê.
Mulher teria escondido o bebê dentro da bolsa
Natural de Manaus e há um ano no Rio, a auxiliar administrativo Eliza da Silva Barbosa, 27 anos, fez um apelo desesperado: "Não sei porque você fez isso, o que você quer, mas devolva a minha filha, por misericórdia. Quem é mãe sabe da dor que eu estou sentido agora. Peço que a entregue em algum hospital. Só queremos ela de volta, por favor", implorou ela, que após o choque sofreu uma hemorragia, controlada pela equipe médica. Eliza se internou quinta-feira e o bebê nasceu à meia noite e quinze desta sexta.
A ação da sequestradora durou menos de 15 minutos.  A falsa médica chegou ao terceiro andar de elevador, cumprimentou enfermeiras e entrou no quarto de Eliza para pegar a criança sem que ninguém percebesse o golpe.  Só uma hora depois, o diretor do hospital, Sérgio Moutinho, chamou a polícia. "A própria mãe deu a criança, a gente não tem um acesso a isso, e ela saiu com a criança dentro da bolsa, então a gente não revista a bolsa quando sai", justificou ele.
Pais posam logo após o nascimento com a pequena Ayanna Milla | Foto: Arquivo pessoal
Hospital promete reforçar a segurança após o golpe
A diretora administrativa da Casa de Saúde São José admitiu na madrugada deste sábado que será preciso reforçar a segurança da unidade de saúde. Segundo ela, mais de mil pessoas circulam diariamente pelo lugar, que atende à demanda de cirurgias de médicos de outros hospitais.
"Trabalhamos com o corpo clínico aberto, ou seja, recebemos médicos de outros lugares todos os dias, o que naturalmente facilitou a coisa para falsária. Foi uma fatalidade e não vamos medir esforços para que tenhamos um final feliz. Já temos as câmeras, mas vamos buscar outra alternativa como a checagem dos profissionais de saúde", disse.
Antes de roubar o bebê recém-nascido na Casa de Saúde São José, a mulher tentou aplicar o mesmo golpe no Pronto Socorro de São Gonçalo, onde funciona uma maternidade, e em outro hospital de São Gonçalo. A notícia sobre o roubo da criança levou enfermeiras das outras unidades a trocaram informações sobre o caso.
"Ficamos sabendo que a avó de uma criança evitou que ela levasse o bebê ao tirá-lo dos braços dela no exato momento em que a falsa médica tentava levá-lo para fazer exames. O argumento da mulher foi o mesmo, mas infelizmente meu irmão e minha cunhada é que acreditaram na história do exame", lamentou Joyce Monique Moraes, tia do bebê roubado.
Após nove meses de gestação Eliza está sob efeito de sedativos. "Ela teve uma gravidez de alto risco e agora acontece um negócio desses", lamentou Joffree. O casal escolheu um nome de origem africana, Ayanna Milla, que significa 'bela flor' para homenagear a primeira filha. "Esperamos que ela volte para o nosso jardim", concluiu o pai.

Shopping reforça a Segurança

Após morte de estudantes Pantanal Shopping Center reforça segurança

Da Redação - Julia Munhoz
 
 
Após morte de estudantes Pantanal Shopping Center  reforça segurança

A segurança no Pantanal Shopping foi reforçada depois que cinco estudantes caíram do telhado de uma altura de 12 metros. A menina Keisa Siqueira de Souza, 12 anos, que morreu no local e o menino Marcelino Souza, 15 anos, veio a óbito após ser submetido a uma cirurgia no Pronto Socorro de Cuiabá. O acidente aconteceu na manhã da terça-feira (21).

Para os freqüentadores do shopping center é fácil observar que a equipe de segurança foi reforçada na praça de alimentação. Na saída de emergência, próxima aos banheiros do segundo piso que dá acesso ao telhado, por onde os adolescentes passaram até encontrarem a escada que leva ao teto há um vigia em guarda contínua.

Além de seguranças nas saídas de emergência, outro vigia fica no terraço para controlar eventual acesso de clientes curiosos. O grupo de estudantes que teve acesso ao telhado era formado por nove adolescentes, mas quatro não estavam mais no local e não chegaram a cair.

Um dos sobreviventes a queda, G. de S., 14 anos, disse que ele e os colegas encontraram a porta aberta e subiram no local por curiosidade. As famílias das vítimas questionaram a falta de segurança no local e vão entrar na justiça contra o shopping.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Maternidade do Paraná proíbe acompanhantes

Direito da parturiente está previsto em Lei Federal

O direito das gestantes de ter um acompanhante na hora do parto não vem sendo observado pelas maternidades no Paraná. A proibição desrespeita a lei 11.108/05, federal, que obriga os serviços de saúde de todo o país a permitir um acompanhante durante o período de trabalho de parto e pós-parto imediato.

No Paraná, o caso mais recente aconteceu no início de junho, no município de Dois Vizinhos. O secretário municipal de Saúde e o diretor clínico de um hospital estão sendo processados por ato de improbidade. Eles não cumpriram a decisão judicial que garantia à gestante Daniela da Silva o direito de ter o marido como acompanhante. Ela tinha recorrido à Justiça, mas foi impedida mesmo assim.

Depois do nascimento da filha, Daniela voltou à Promotoria de Justiça, que denunciou os dois por ato de improbidade. O processo ainda aguarda julgamento.

A promotora de Justiça do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Defesa da Saúde Pública no Paraná, Fernanda Nagl Garcez, informou que a Lei do Acompanhante no Parto não é cumprida tanto no SUS como nos serviços privados de saúde.

Segundo ela, há grande resistência por parte da classe médica e do corpo funcional dos hospitais e maternidades. “Há o mito de que a presença do acompanhante elevaria os riscos de infecção hospitalar. Isso não é verdade. Os hospitais e maternidades que cumprem a lei têm índices normais como qualquer outro”, informou.

A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) informou que a legislação sobre o direito ao acompanhante no parto de fato não é cumprida no Estado. “A maioria das maternidades não está de acordo com o que determina a lei”, informou a chefe de gabinete da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

“Temos que mudar a concepção do serviço de atendimento à maternidade, que ainda mantém uma visão patriarcal e machista. Ainda há muita resistência dos hospitais e maternidades e dos gestores da saúde para aplicar a lei”, disse Maria Goretti.

A Federação dos Hospitais do Paraná (Fehospar) informou, por meio de nota, que todas as maternidades cumprem a legislação de acordo com sua realidade e que é o corpo clínico que decide qual o melhor procedimento para a gestante.

A posição da Fehospar é de que a legislação deve ser cumprida, mas que cabe aos médicos decidir sobre questões que envolvem a segurança da gestante e do bebê.

Segundo a entidade, em Curitiba as maternidades privadas cumprem a lei, mas utilizam seus regulamentos técnicos para determinar que o acompanhamento do parto deva ser feito por pessoas preparadas.

Carlos Kaspchak para UOL Notícias

Novo Medicamento - Europa

Astellas recebe parecer positivo para aprovação europeia do VIBATIV™

19/07/2011 - 13:51
 
Nova terapêutica para adultos com pneumonia nosocomial incluindo pneumonia associada ao ventilador
A Astellas Pharma Europe recebeu parecer positivo do Comité de Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) para comercialização do VIBATIV™ (cloridrato de telavancina), indicado no tratamento de adultos com pneumonia nosocomial (adquirida em meio hospitalar), incluindo pneumonia associada ao ventilador, confirmada ou suspeita de ser causada por MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina). O VIBATIV™ é um antibiótico lipoglicopéptido injectável, de acção bactericida e dose única diária, que apresenta um duplo mecanismo de acção contra bactérias Gram-positivas, incluindo bactérias resistentes como MRSA, avança a companhia, em comunicado.

O CHMP, com base nos dados submetidos relativos à qualidade, segurança e eficácia do medicamento, considerou que há uma relação favorável entre o benefício e o risco para o VIBATIV™ e por isso recomendou que seja autorizada a sua comercialização. A opinião positiva do CHMP é um passo essencial no processo de aprovação e espera-se que a Comissão Europeia siga a recomendação do CHMP, autorizando a comercialização dentro de aproximadamente dois a três meses.

O VIBATIV™ foi aprovado nos Estados Unidos da América e no Canadá em 2009 para doentes adultos com infecções graves de pele e tecidos moles causadas por bactérias gram-positivas susceptíveis.

“Esta opinião positiva do CHMP para o VIBATIV™ é uma óptima notícia para médicos e doentes que continuam a lutar contra a pneumonia nosocomial, incluindo pneumonia associada ao ventilador, causada por MRSA. Em breve, os profissionais de saúde vão passar a ter um novo e eficaz antibiótico hospitalar com potente actividade contra bactérias gram-positivas e potencialmente uma maior probabilidade de obter resultados clínicos bem-sucedidos em determinados doentes críticos que não respondem ao tratamento convencional” explica Ken Jones, Presidente e CEO da Astellas Pharma Europe.

Nos ensaios clínicos de Fase 3, mais de 750 doentes com pneumonia nosocomial, incluindo um subconjunto de doentes com pneumonia associada à ventilação mecânica, foram tratados com VIBATIV™. Nos ensaios clínicos ATTAIN I e ATTAIN II, o antibiótico demonstrou não-inferioridade em relação à vancomicina no parâmetro avaliação primário de cura clínica, registando melhores resultados em determinadas populações de doentes.

O Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) calcula que todos os anos mais de quatro milhões de doentes na Europa contraiam uma infecção nos hospitais. Pelo menos 37.000 europeus morrem como resultado directo de infecções adquiridas nos hospitais. Os factores de risco para contrair uma infecção hospitalar devido a MRSA incluem idade avançada, hospitalização prolongada, utilização de medicação intravenosa e diabetes. MRSA é a mais frequente causa de pneumonia associada ao ventilador e a segunda maior causa de mortalidade nestes doentes gravemente afectados.

Lixo Hospitalar é misturado a lixo comum .

Uma vergonha nacional, acesse o Link
http://www.jornalfloripa.com.br/brasil/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=10941
Mande sua opinião.
A Redação

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Treinar, Treinar e Treinar...

Para evitar assaltos em prédios, porteiros são treinados pela polícia

Quem entra, quem sai e quem fica no prédio? A segurança de milhões de brasileiros depende dos porteiros. No Rio, eles passam por um treinamento.


Os bandidos se aproximam. Disfarçado de entregador, um deles tenta entrar no prédio usando um nome comum. A moradora não está, mas o porteiro deixa o falso entregador entrar e é rendido. Poderia ser o começo de um assalto a todo o prédio, mas felizmente é uma simulação, encenada pelos porteiros que participam de um curso criado e administrado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro.
O resultado do treinamento dos porteiros é palpável. Nos primeiros quatro meses deste ano, os assaltos à residência na área do 23º Batalhão da Polícia Militar, no Rio de Janeiro, diminuíram 35% em relação ao mesmo período no ano passado.
O porteiro Marcelo Pereira, que fez papel de bandido na simulação, tem apenas um mês de profissão como porteiro. Ele se sente mais seguro depois do que aprendeu. “Depois que a gente conhece mais nossa profissão, a gente tem noção da responsabilidade e de como exercer essa responsabilidade”, diz o porteiro.
O porteiro Roberto Nascimento, que representou o porteiro vítima, tem mais experiência, mas também ficou entusiasmado com as lições do curso. “Eles chegam numa hora em que você está despercebido. Um momentinho que você distrai é hora que ele chega. Tem que estar sempre atento”, ressalta.
As turmas, de 40 alunos, entre porteiros, síndicos e funcionários de condomínios, têm aulas teóricas e práticas. Aprendem desde prevenção de incêndios até truques para manter uma situação perigosa sob controle.
Marco e Manuel fizeram o curso quatro anos atrás. Passaram para os outros funcionários as lições que aprenderam e sublinham a atenção e os cuidados que um porteiro tem de ter sempre.
“Quando chega uma entrega da farmácia ou da padaria, o importante é morador descer e receber. Só que ele não faz isso. A gente liga e ele pede para subir”, conta Marco. “Tem de dar antes o nome e a identidade de todos eles que vão entrar no condomínio. Eles chegam, dizem para onde vão. Temos tudo anotado, é só conferir”, acrescenta Manuel.
Na aula prática, uma amostra do procedimento correto: se o morador não está, nada de permitir a entrada. Marcelo Pereira vai voltar ao trabalho consciente de que a importância do porteiro vai além de apenas abrir as portas. “Nós temos função muito maior: exercer a segurança. Se o bandido entrar, quem abriu a porta foi o porteiro. Tem de passar por nós. Quem entra ou quem sai, passa tudo pelo porteiro”, completa Marcelo.

Segurança em Condomínio - Rio Grande no Ar (Record)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Risco de Incêndio em Hospital

06/07/2011 15h09 - Atualizado em 06/07/2011 15h30

MP de São Paulo diz que há risco de incêndio no Hospital Pérola Byington

Laudo de vistoria dos bombeiros aponta falta de segurança, diz promotor.
Em nota, hospital diz que não tem conhecimento de vistoria feita.

Do G1 SP

O Ministério Público de São Paulo informa que o Hospital Pérola Byington, centro de referência da saúde da mulher, na capital paulista, corre risco de incêndio. De acordo com o promotor de Justiça de Direitos Humanos da Área de Saúde Pública, Arthur Pinto Filho, o prédio funciona de modo irregular.

“O hospital público não tem autorização do Corpo de Bombeiros para funcionar por falta de segurança necessária”, disse o promotor nesta quarta-feira (6) ao G1.

Segundo a Promotoria, vistoria realizada pelos bombeiros no último dia 13 de maio constatou que o Pérola Byington não possui quatro itens necessários de segurança para evitar o risco de incêndio: sistema de controle de fumaça no subsolo; alarme de incêndio; ventilação natural e elevador de emergência.


O promotor cobra providências do Pérola Byington para não entrar com uma ação contra o hospital e a Secretaria de Estado da Saúde.

“Encaminhei um pedido solicitando que as exigências sejam cumpridas para o hospital poder funcionar com segurança. No atual estágio, há um risco enorme de incêndio, que também coloca em risco a vida de pacientes e funcionários”, disse o promotor. “Se isso não for cumprido, vou entrar com uma ação pedindo o início das obras de segurança ou o fechamento do hospital.”

De acordo com o Ministério Público, essa não é a primeira vez que o hospital é reprovado numa vistoria de segurança contra incêndios pelos bombeiros. O promotor acompanha as condições do prédio desde 2009, quando a Promotoria de Saúde Pública instaurou um procedimento para apurar as irregularidades no local.

“Em 2010, o Pérola Byington também não havia passado no teste. Algumas medidas foram tomadas, mas não foram suficientes. Ainda falta muita coisa para o hospital receber a autorização dos bombeiros.”

Procurado para comentar o assunto, o Hospital Pérola Byington encaminhou nota à assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde, que a repassou ao G1. Em resposta às críticas do Ministério Público, a unidade hospitalar informou que desconhecia o teor do último laudo de vistoria feito pelos bombeiros neste ano. Também afirmou que cumpriu o que lhe foi solicitado, realizando as mudanças de segurança previstas anteriormente.

Leia íntegra da nota do Hospital Pérola Byington:
“O Hospital Pérola Byington informa que parte do cronograma físico referente à instalação de sistema de detecção de fumaça e alarme de incêndio, bem como da implantação de sistema de pressurização das escadas, somente foi aprovada pelo Corpo de Bombeiros no último mês de junho, seguindo agora para a fase de orçamento e licitação das obras.Já foram instaladas portas corta-fogo, bem como reformas para adequações de escada para saída de incêndio, instalação de mais extintores, hidrantes, mangueiras e adaptadores de engate rápido. Também já foram adequados itens como corrimãos nas escadarias, desobstrução de portas de saída, instalação de piso tátil e sinalização de placas com rotas de fuga em todo o prédio, entre outros itens. Também foi iniciado processo para adequação da rede de para-raios. As reformas iniciais tiveram investimento de cerca de R$ 20 mil.

O hospital desconhece novo laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros. No laudo de vistoria técnica de 2010 não havia menção à instalação de elevadores de emergência. O prédio hospital possui três elevadores novos.”

Bombeiros
O G1 também procurou a assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros para comentar o assunto. Um e-mail foi enviado, mas ninguém respondeu aos questionamentos até a publicação desta matéria.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Direcional Condomínios

 4º Direcional Síndicos

Atenção, abrir em uma nova janela.
A prevenção ao consumo de drogas e o combate à conduta antissocial e à inadimplência foram os temas centrais das três conferências que marcaram a realização do 4º Direcional Síndicos, as quais suscitaram muitos questionamentos entre os presentes. O Cel. PM Luiz de Castro Júnior e o delegado da Polícia Civil Luís Renato Mendonça Davini centraram suas abordagens em torno das possibilidades de ação conjunta entre órgãos do governo e a comunidade na questão das drogas, notadamente os condomínios, enquanto o advogado e síndico Márcio Rachkorsky ponderou quanto à viabilidade de algumas dessas medidas.
De forma geral, os três palestrantes deixaram grande contribuição ao público, diante da experiência profissional acumulada em anos de trabalho. O Cel. Luiz de Castro Júnior é Diretor de Polícia Comunitária e de Direitos Humanos da Polícia Militar de São Paulo e Coordenador Nacional do Programa Educacional de Resistência às Drogas (PROERD), e celebrou recentemente parcerias com o Secovi e o Creci em São Paulo para atuação nos condomínios. Já o delegado Luís Renato atua no 12º Distrito Policial, no Pari, região central da cidade, foi delegado piloto do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil de São Paulo e esteve na linha de frente do trabalho policial na região da cracolândia. Rachkorsky, por sua vez, especializado na área condominial, é comentarista de programas da TV Globo e rádio CBN, além de presidente da Assosíndicos.
Para os condomínios, o consumo e até mesmo tráfico de drogas é dos assuntos mais delicados que enfrentam em seu cotidiano. Os síndicos chegaram ao encontro cheios de dúvidas sobre como agir nessas situações, principalmente em relação à permissão de entrada ou não dos policiais nas áreas comuns e também no interior das unidades. Em geral, conforme apontaram durante o evento, a Polícia Militar, quando acionada, alega que não tem autorização para adentrar os condomínios.
Segundo o delegado Davini, nesses casos, “o policial é obrigado a entrar no condomínio, sob pena de prevaricação”. Enfático, o delegado explicou que “aos síndicos é dado o direito de autorizar a entrada da Polícia, mesmo que não haja flagrante delito”. E na ausência do síndico, qualquer morador poderá fazê-lo, completou Davini. Por fim, recomendou aos condomínios que chamem o superior do policial que se recusar a atender a uma ocorrência. Já nas unidades, há controvérsias, pois se inexistirem evidências concretas do delito, o próprio policial poderá sofrer complicações se entrar no espaço privado. A recomendação, no caso, é para que os condomínios procurem juntar provas ao longo do tempo, de forma a embasar a ação da autoridade. De outro modo, o delegado Davini observou que nada impede que o policial bata à porta da pessoa denunciada, o que de certa maneira serve para “constranger, pois o usuário e o traficante não querem insegurança”.

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AÇÕES CONJUNTAS

A tônica das palestras do delegado e do Cel PM Luiz de Castro recaiu na orientação para que síndicos, zeladores e os próprios condôminos busquem aproximação com os órgãos oficiais de prevenção e combate ao consumo e tráfico de drogas. “Se vocês noticiarem qualquer situação em registro formal de boletim de ocorrência, somos obrigados a dar uma resposta”, destacou o Cel. Luiz de Castro. Segundo ele, essa é uma das principais barreiras a serem quebradas na relação entre os condomínios e a Polícia. Outro importante avanço deve ocorrer no convencimento da população de que “os direitos individuais não podem ultrapassar os coletivos”, diretriz que poderá dar aos síndicos segurança maior no momento de aplicar os dispositivos legais de que dispõem na Convenção Coletiva, no Regimento Interno ou na lei.
A situação é complexa. Muitos condomínios constituídos há 30, 40 anos, por exemplo, sequer preveem o problema em seu corpo de normas. Em um populoso empreendimento do bairro de São João Clímaco, zona Sudeste de São Paulo, de 38 prédios de quatro andares e cerca de 1.200 moradores, o consumo de entorpecentes acontece a olhos vistos, conforme relataram duas subsíndicas presentes ao 4º Direcional Síndicos, mas que preferiram o anonimato. Ambas afirmaram que sofrem retaliações e ameaças de moradores que se sentem incomodados pelas tentativas de disciplinarem o convívio no espaço coletivo, especialmente no uso das drogas e do barulho.
“O consumo da droga envolve pessoas cada vez mais jovens, que não fazem questão nenhuma mais de esconder”, disseram as subsíndicas. Por outro lado, os funcionários da área da segurança não estão preparados para lidar com a situação, a Convenção e o Regimento, de 30 anos atrás, ignoram o problema e os pais não comparecem às reuniões que eventualmente o condomínio convoca para esclarecê-los sobre o assunto. “Precisaria conscientizar os familiares e criar espaços para lazer do jovem, que está meio de lado”, comentaram, lembrando que a área coletiva do condomínio ficou prioritariamente reservada às garagens e que somente agora estão sendo implantados equipamentos para as crianças e os idosos. “Temos 150 mil metros quadrados de área, mas primeiro lembraram dos carros, para depois pensarem nos filhos”, criticaram as moradoras. E a ociosidade é componente importante para a predisposição ao vício, pois, de acordo com o Cel. Luiz de Castro, “o ambiente influencia diretamente o comportamento humano”.  (Veja a repercussão do 4º Direcional Síndicos).

Matéria publicada na Edição 158 de junho 2011 da Revista Direcional Condomínios.